Faz mais ou menos uma semana e meia, eu comecei a chegar levemente atrasado no trabalho. Meus atrasos são de 10 ou raramente 20 minutos. As causas geralmente são meros acasos, como demorar para acordar ou não saber onde está a minha chave um pouco antes de sair de casa. Não achava isso um problema, pois diversas vezes já cheguei lá e tive que esperar durante uns 10 ou 20 minutos até abrirem as portas das salas onde trabalho (caso alguém levou as chaves para casa) ou aparecer alguma coisa para fazer.
Mas essa semana surgiu uma novidade. Quando um dia estava jantando com um amigo que trabalha comigo no mesmo local e ele comentou que a secretária falou que se eu continuasse a chegar atrasado, ela iria falar para o chefe. Eu sempre fui ciente de que estava errado ao chegar atrasado, e sempre imaginei que ela não gostasse tanto de mim. Mas essas intrigas me fodem direitinho. Tanto que nem sei como reagir. Porque ela não deu esse toque para mim, diretamente? Essas relações de trabalho são o mistério do mundo para mim, preciso descobrir como isso funciona e como ser gentil nesse caso, pois eu realmente sou ignorante nessa área. A única conclusão que consigo tirar dessa história é que apenas o fato de chegar atrasado já a ofende demais. Puxa, desculpa, não sabia.
No mesmo dia afirmei para mim mesmo que não repetiria cotidianamente esses meus atrasos, que eles seriam excepcionais. Então mudei o horário que meu despertador toca de 7:58 para 7:48.
Acordei no dia seguinte nesse mesmo horário, comi meu café da manhã tranquilamente e saí de casa no horário certo para chegar no serviço às 9 horas cravadas. Cheguei ao ponto, não esperei nem dois minutos e o ônibus já passou. Entrei no dito cujo e quando abri a carteira percebi que não tinha nada mais do que 2,10 reais, quando o ônibus custa 2,25 reais. Pedi para o motorista para me deixar mais próximo dos bancos (mas mesmo assim, longe) e ele me deixou em um ponto no final da avenida. Ao ver algumas lojas ao meu redor, tive uma idéia brilhante: entraria nas lojas e compraria algo com o cartão de débito, pagando a mais do que estava comprando e o balconista me devolveria o troco em dinheiro. Tentei a primeira e a máquina de débito da mulher não funcionava; na segunda, o vendedor falou que o chefe não autorizava; a terceira era uma drogaria.
Como já havia feito nas duas primeiras, eu entrava e falava do que precisava (dinheiro para o ônibus) e o que pensava em fazer. Na correria e no pensamento de que não poderia chegar atrasado no trabalho, NÃO AQUELE DIA!, acabava ficando afobado demais e ninguém entendia. No meio do desenvolvimento da minha idéia para os vendedores, chegou uma mulher falando: "Ah! Não acredito, vocês não estão falando de assalto, não, né?"; nesse meio tempo um dos vendedores pegou 25 centavos do caixa e colocou na minha mão. Ainda mais afobado e sem palavras, fui saindo da drogaria falando "obrigado" e "amanhã eu volto para pagar!".
Já se passaram 3 dias e eu ainda não voltei para pagá-los. Mas ainda voltarei, tenho certeza. Enquanto isso, só tenho a agradecer, pois não cheguei atrasado no trabalho, NÃO AQUELE DIA!
Mas essa semana surgiu uma novidade. Quando um dia estava jantando com um amigo que trabalha comigo no mesmo local e ele comentou que a secretária falou que se eu continuasse a chegar atrasado, ela iria falar para o chefe. Eu sempre fui ciente de que estava errado ao chegar atrasado, e sempre imaginei que ela não gostasse tanto de mim. Mas essas intrigas me fodem direitinho. Tanto que nem sei como reagir. Porque ela não deu esse toque para mim, diretamente? Essas relações de trabalho são o mistério do mundo para mim, preciso descobrir como isso funciona e como ser gentil nesse caso, pois eu realmente sou ignorante nessa área. A única conclusão que consigo tirar dessa história é que apenas o fato de chegar atrasado já a ofende demais. Puxa, desculpa, não sabia.
No mesmo dia afirmei para mim mesmo que não repetiria cotidianamente esses meus atrasos, que eles seriam excepcionais. Então mudei o horário que meu despertador toca de 7:58 para 7:48.
Acordei no dia seguinte nesse mesmo horário, comi meu café da manhã tranquilamente e saí de casa no horário certo para chegar no serviço às 9 horas cravadas. Cheguei ao ponto, não esperei nem dois minutos e o ônibus já passou. Entrei no dito cujo e quando abri a carteira percebi que não tinha nada mais do que 2,10 reais, quando o ônibus custa 2,25 reais. Pedi para o motorista para me deixar mais próximo dos bancos (mas mesmo assim, longe) e ele me deixou em um ponto no final da avenida. Ao ver algumas lojas ao meu redor, tive uma idéia brilhante: entraria nas lojas e compraria algo com o cartão de débito, pagando a mais do que estava comprando e o balconista me devolveria o troco em dinheiro. Tentei a primeira e a máquina de débito da mulher não funcionava; na segunda, o vendedor falou que o chefe não autorizava; a terceira era uma drogaria.
Como já havia feito nas duas primeiras, eu entrava e falava do que precisava (dinheiro para o ônibus) e o que pensava em fazer. Na correria e no pensamento de que não poderia chegar atrasado no trabalho, NÃO AQUELE DIA!, acabava ficando afobado demais e ninguém entendia. No meio do desenvolvimento da minha idéia para os vendedores, chegou uma mulher falando: "Ah! Não acredito, vocês não estão falando de assalto, não, né?"; nesse meio tempo um dos vendedores pegou 25 centavos do caixa e colocou na minha mão. Ainda mais afobado e sem palavras, fui saindo da drogaria falando "obrigado" e "amanhã eu volto para pagar!".
Já se passaram 3 dias e eu ainda não voltei para pagá-los. Mas ainda voltarei, tenho certeza. Enquanto isso, só tenho a agradecer, pois não cheguei atrasado no trabalho, NÃO AQUELE DIA!
Um comentário:
tá mandando bem nesa coisa de blog hein... vou fazer um... hehehe
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