segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dos vestígios das coisas

Arrumei minha estante e vi coisas guardadas de 2004, como tíquetes de cartão de débito...
Os tíquetes vão perdendo o escrito, mas ainda consegui ver alguns CDs que comprei naquele ano. A vida é muito marcada por essas aquisições, né?
Se me perguntarem se mudei muito nesses cinco últimos anos eu digo que sim, mas acho que não estou tão diferente do que era. Por isso eu fico mais feliz ainda. Mas já não compro tantos CDs quanto comprava... e nem tantos DVDs quanto comprava em 2005 ou 2006. Comprei muitos quadrinhos esse último ano. E as músicas que escuto já não são hits de baladas indie, mas sim músicas mais sossegadas para escutar enquanto trabalho no computador.
Achava legal me definir pelas coisas que gostava, pelas músicas que escutava, pelos filmes que via, mas caramba... sou assim, mas sou muito mais que isso... e se alguém quiser me conhecer, conheça meus amigos e família que terá uma noção bem melhor de quem sou.
Precisava tirar isso da minha cabeça... o quanto os valores vão mudando... se em 2004 as pessoas retirassem as músicas de mim, eu ficaria devastado, mas hoje em dia, basta ficar em São Paulo meio longe dos amigos e da vida universitária que já causa um grande distúrbio na minha cabeça!

sábado, 28 de março de 2009

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quarta-feira, 25 de março de 2009

Ansiedade

Tremendo as pernas, agitado e com vontade de sair por aí dançando. Tenho sentido muito isso nos últimos dias. Estou precisando extravasar um pouco. Ando escrevendo roteiros e lendo bastante. Ler me deixa um pouco mais quieto. Depois do show do Radiohead, parece que quero sair por aí e arriscar em tudo. Que nem o começo da Talk Show Host: "I want to.... I want to be someone else or I'll explode".
No caso, acho que não quero ser outra pessoa, só quero fazer outra coisa. E tenho esse mesmo receio que existe na música ao falar isso.



sábado, 14 de março de 2009

Às vezes fico pensando em como é fácil se tornar vulnerável com apenas algumas palavras. Se "perdemos a razão" durante dois segundos percebemos o quanto somos humanos.
Já conheci pessoas que possuem uma persona segura e irredutível, nada no mundo as abala, mas quando começamos a provocá-las ou conhecê-las, vemos que tudo isso é apenas uma técnica que elas desenvolveram para sobreviver ao dia a dia.
Também já me peguei utilizando essa técnica. No meu caso, acho que a tolerância predomina, quase nada me choca e permaneço com o mesmo sentimento em qualquer momento. Acho tudo "normal" e nada me impressiona. Até parece um pouco de tédio com a vida. Mas acho que ultimamente tenho apreciado tanto as pessoas, meus amigos e viver em si que tem sido mais proveitoso pensar nas coisas como extraordinárias.
O filme "Entre os muros da escola" mostra bem essa coisa que penso de querer sentir e ver o que é diferente para ter as mais diversas sensações. Muito bom observar o quanto isso enobrece qualquer um.

segunda-feira, 9 de março de 2009

SP

Chegar de balada em São Paulo é uma coisa um pouco nostálgica. Meu pai já está acordado, caminha pela casa fazendo algumas coisas ou então senta no sofá e assiste o telejornal matinal. Eu tomo banho e me preparo para ir para cama. Geralmente despenco e só acordo à tarde, mas esse não é o caso hoje. Estou acordadão não sei porquê e decidi postar sobre isso. Agora vou começar a trabalhar e mais tarde irei para Campinas para mais uma sessão dos nossos curtas, agora na Livraria Cultura de Campinas. link
Estranha essa vida em São Paulo, mas devo admitir que tenho alguns privilégios. Como trabalhar em casa. (A parte que pouca gente sabe é que nem estou tão satisfeito com esse trabalho, mas não sei se alguém é satisfeito com isso. Talvez a questão seja estar sempre incomodado e às vezes satisfeito. É o que estou tentando.)
Vou ver se posto com mais frequência, e com posts menores.

domingo, 1 de março de 2009

Dinheiro

Desde que cheguei de viagem fico pensando em como arranjar mais dinheiro. Nem sei se estou paranóico ou o quê. Mas o mais horrível é que um monte de coisa é preocupante.
A crise mundial, a falta de perspectivas a longo prazo no meu emprego atual, a insegurança da perspectiva a curto prazo que tenho.
É bom aprender a viver nesse mundo, mas é um inferno de stress. E isso porque nem sou das pessoas mais estressadas que conheço.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

De volta ao interior

Morei cinco anos em Campinas e acredito que foi uma das melhores experiências da minha vida. Não pela cidade, Campinas não tem nada de ruim, mas também não acho uma cidade tão boa assim. Mas mais pelo sentimento geral da vida universitária. Uma vida intermediária, entre a irresponsabilidade responsável e o que virá, que talvez seja um acúmulo infinito de responsabilidades ou uma dúvida prolongada sobre o que será daqui para frente. O que nos espera daqui em diante? Uma carreira profissional? Uma família? Um prolongamento da vida universitária? Mal saí da faculdade e sinto algum choque com esse porvir.
De repente, parece que o mundo andava e andava e você não fazia parte de tudo isso. De repente, o mundo que se construiu ao seu redor vai se desfazendo em blocos. Ele ainda está firme e ainda está lá. Ainda não foi embora, mas já não é uma base sólida de concreto.
As possibilidades são muitas e estão todas à sua frente esperando serem pegas. Mas a insegurança está ao seu lado perguntando se vale a pena "perder tempo" com qualquer uma delas. Talvez a questão da "perda de tempo" seja só algo da minha cabeça pessimista.
Pessimista e triste por estar saindo da faculdade. Quando vejo o mundo à minha frente penso que talvez tenha perdido um pouco de tempo com idiotices na faculdade, mas isso não existe. Se achamos que estamos fazendo certo, acho que não existe perda de tempo.

Com certeza estou de volta a um interior. À casa do meu pai, onde mora minha família, com quem tive pouco contato cotidiano nos últimos anos.
Sempre fui mais sozinho em São Paulo também. Não coloco meus pés fora de casa e encontro meus amigos andando pelas ruas. Durante as férias era bom um pouco dessa solidão, mas acho que não aguento durante muito tempo.