Faz frio em São Paulo, finalmente, após um mês de inverno. Como bons desocupados/baladeiros que parecemos ser, vestimos nossos pullovers e saímos para assistir a uma banda que parece que adoramos, mas que nem é tão assim.
Vimos Pullovers no Berlin, pela terceira vez em um ano, acho. O show deles foi como sempre. Indies descolados tocando bem e fingindo não saber o que fazer, mas que na verdade, já estão acostumados com o que tá acontecendo. Reconheci a maioria das músicas que tocaram, porque o repertório quase não tinha mudado. Gosto da música "Futebol de óculos" e do cover que eles fazem para a música "Mal Secreto" do Jards Macalé. Não gosto muito da maneira que ele canta. Ao invés de utilizar suas boas letras de amor quase como uma maneira de conversar e se expressar melhor (assim como Jards Macalé faz), ele canta quase automaticamente, sem sal. A voz dele é até potente, não deixa tanto a desejar, mas o modo é um pouco frustrante, visto as boas letras. Não vejo sofrimento em "Mal secreto", assim como não vejo simpatia e o tom de conquista em "Futebol de óculos". Quanto à música, tenho a mesma reclamação de sempre, as bandas brasileiras gostam de fazer pequenas massas insignificantes de som. Exceto por alguns momentos, não sentimos que a banda está disposta a ensurdecer, enlouquecer ou emocionar ninguém, nem eles mesmos. Notei isso principalmente depois de uma boa dose de punk rock no dia seguinte. Ninguém quer expressar nada de verdade. Aliás, não pensam em grupo ou em banda ao fazer isso. Existe a unidade do som, mas não existe unidade na expressão.
Essa é a diferença entre o Pullovers e as dezenas de bandas que escutamos na pista do Clash no dia seguinte. Era uma festa do falecido programa de rádio Garagem, que escutava muito na adolescência. Já tínhamos ido a duas festas do Garagem, uma no mesmo Clash e outro mais "roots" no Lega Itálica, lá na Liberdade, faz alguns anos.
Todas essas três festas foram memoráveis, para mim. Ontem tivemos uma avalanche de punk rock despejada sobre a pista do clube, pois estava presente o Glen Matlock da primeira formação do Sex Pistols, que também discotecou. Algumas músicas como "Blank Generation" do Richard Hell and the Voidoids ou "Johnny hit and run Paulene" do X, que sempre gostei bastante, acabaram aparecendo no setlist.
Panque roque é a uma das mais diretas formas de dizer o que se pensa. Nada complicado... o que chamam de "straightforward rock". É alto, é barulhento e é o que se propõe a ser. É só escutar "Teenage Kicks" do Undertones pra sacar direito.
Não sou O especialista em punk, mas é isso que escuto e sinto.
De qualquer maneira, foi um ótimo fechamento de "férias", ainda que eu me pergunte: "que férias?".
Vimos Pullovers no Berlin, pela terceira vez em um ano, acho. O show deles foi como sempre. Indies descolados tocando bem e fingindo não saber o que fazer, mas que na verdade, já estão acostumados com o que tá acontecendo. Reconheci a maioria das músicas que tocaram, porque o repertório quase não tinha mudado. Gosto da música "Futebol de óculos" e do cover que eles fazem para a música "Mal Secreto" do Jards Macalé. Não gosto muito da maneira que ele canta. Ao invés de utilizar suas boas letras de amor quase como uma maneira de conversar e se expressar melhor (assim como Jards Macalé faz), ele canta quase automaticamente, sem sal. A voz dele é até potente, não deixa tanto a desejar, mas o modo é um pouco frustrante, visto as boas letras. Não vejo sofrimento em "Mal secreto", assim como não vejo simpatia e o tom de conquista em "Futebol de óculos". Quanto à música, tenho a mesma reclamação de sempre, as bandas brasileiras gostam de fazer pequenas massas insignificantes de som. Exceto por alguns momentos, não sentimos que a banda está disposta a ensurdecer, enlouquecer ou emocionar ninguém, nem eles mesmos. Notei isso principalmente depois de uma boa dose de punk rock no dia seguinte. Ninguém quer expressar nada de verdade. Aliás, não pensam em grupo ou em banda ao fazer isso. Existe a unidade do som, mas não existe unidade na expressão.
Essa é a diferença entre o Pullovers e as dezenas de bandas que escutamos na pista do Clash no dia seguinte. Era uma festa do falecido programa de rádio Garagem, que escutava muito na adolescência. Já tínhamos ido a duas festas do Garagem, uma no mesmo Clash e outro mais "roots" no Lega Itálica, lá na Liberdade, faz alguns anos.
Todas essas três festas foram memoráveis, para mim. Ontem tivemos uma avalanche de punk rock despejada sobre a pista do clube, pois estava presente o Glen Matlock da primeira formação do Sex Pistols, que também discotecou. Algumas músicas como "Blank Generation" do Richard Hell and the Voidoids ou "Johnny hit and run Paulene" do X, que sempre gostei bastante, acabaram aparecendo no setlist.
Panque roque é a uma das mais diretas formas de dizer o que se pensa. Nada complicado... o que chamam de "straightforward rock". É alto, é barulhento e é o que se propõe a ser. É só escutar "Teenage Kicks" do Undertones pra sacar direito.
Não sou O especialista em punk, mas é isso que escuto e sinto.
De qualquer maneira, foi um ótimo fechamento de "férias", ainda que eu me pergunte: "que férias?".
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