sexta-feira, 20 de julho de 2007

Bendito seja meu celular!

No começo desse ano, na passagem do ano, para ser mais específico, perdi meu celular ao pular as sete ondinhas. Após ser alvo de chacotas do tipo: "Você pulou errado!", "Você pulou mais do que sete ondas!" ou então "Ofereceu seu celular a Iemanjá!", fiquei pelo menos um mês sem meu celular. Quando finalmente comprei outro celular (um usado idêntico ao que perdi, mas com vidro quebrado, de uma amiga), fui trocar o vidro e a loja o quebrou... duas vezes seguidas, ou seja, quando voltei da primeira vez para consertá-lo, eles quebraram outra coisa. Nesse meio tempo, acabei ficando dois meses sem meu celular.
No final de toda esse história eu não aguentava mais ir até aquele maldito lugar em que estavam consertando meu celular (a.k.a. Shopping Center Norte). No entanto, não aguentava mais viver sem meu celular que tem câmera e Bluetooth (mas quase nenhuma memória). Esses eletrônicos nos causam uma dependência tremenda. Se não fossem por eles, nem mesmo estaria escrevendo aqui.
Não conseguimos viver sem máquinas, eu, pelo menos, não conseguiria. Logicamente, existem aqueles dias em que as odiamos, pois não fazem o que queremos. Mas acho que entre essa necessidade e ódio está a essência da harmonia da relação. No dia em que começarmos a destruir tudo ao nosso redor por conta da desarmonia dessas partes, é o dia em que o que vemos no filme Transformers será uma realidade.
Sim, é uma guerra de robôs, mas além da guerra de robôs operários contra robôs militares aqui na terra, algo que realmente me saltou aos olhos nesse filme foi o uso que fazemos das tecnologias. Aquelas criadas para a destruição são, infelizmente, a causa de muitos avanços científicos, mas felizmente, esses avanços não são apenas militares, como nossos celulares, bendito seja meu celular! A escolha de seus usos dependeria do homem (será?).
Sim, tecnologia, a mesma tecnologia que nos aparece no filme de forma esplendorosa e ANIMAL! Efeitos especiais para quase queimar as nossas retinas de tanta realidade!
Não acreditem se falarem que esse filme é ruim ou que é maniqueísta. Na verdade, maniqueísmo acaba sendo sinônimo de ruim nos jornais impressos, mas acredito que se em algum momento este filme é maniqueísta é porque suas raízes estão em um mundo bipolar, o da Guerra Fria. Pequenos detalhes acabam fragmentando o maniqueísmo potencial de um filme desses.
Quando sair do filme, rezará para que seu celular Nokia não vire um equipamento militar. Talvez inutilmente, pois ele deve ter surgido justamente de algum equipamento militar.

2 comentários:

Anônimo disse...

era um iphone?

Ale N. disse...

Nem era... acho que nem existiam iphones nessa época.