domingo, 23 de março de 2008

Momentos e impressões

O momento certo para não machucar alguém. O momento certo para fazer alguém muito feliz.
Às vezes fico mais feliz em saber esses momentos e acabo esquecendo de mim mesmo. Toda vez que me pergunto o que quero e o que será do meu futuro vem na minha cabeça um emaranhado de impressões. Tudo bem que são considerações futuras, mas não sei que planos concretos tenho além de conhecer melhor o mundo em que vivo.
1- Gostaria de trabalhar em um lugar legal e satisfazer algumas vontades materiais.
2- Gostaria de fazer algo de meu agrado, com o único problema que só tenho uma"impressão" do que é isso.
3- Quero conhecer alguns lugares do mundo antes de morrer.
4- Quero estudar e entender melhor o mundo ao meu redor.
5- Quero ser feliz.


Tudo ao mesmo tempo tem que ser possível.

Vendo essa pequena lista que acabei de fazer, parece que trabalhar é uma das minhas primeiras opções. Acho que é mesmo.
Me sinto velho aos 22 anos. Tenho medo de errar. As decisões que tomarei nesse curto período de 1 ano parecem muito mais imporantes do que as que tomei nos últimos tempos. Aliás, essas decisões estão aumentando de tamanho a cada dia que passa. Isso não me assusta como se fosse algo inesperado, mas me dá um aperto no peito e uma certa nostalgia.

Agora deixando as impressões de lado e voltando a falar de momentos.
Talvez não exista maneira de saber a hora certa das coisas, mas por alguma razão, as diferenças e inconstâncias de emoções, a aleatoriedade das reações, tudo contribui para momentos únicos e similares entre si.
Ando aprendendo muito a conviver com essa aleatoriedade.
Assisti ao "Science of Sleep" do Michel Gondry e andei pensando muito sobre isso (assita e saberá porquê). O confronto entre duas pessoas parece até algo objetivo quando falamos sobre ele. Comentando os fatos com qualquer pessoa, ela falará: "Sim, isso já passou comigo" ou "Acho que consigo imaginar isso".
Mas na verdade não é tão objetivo, só temos essa familiaridade com as reações e emoções porque somos também humanos. Demora pra cair essa ficha. Mas quando cai, é bom pra ter certeza de que dá pra crescer muito desse jeito. Com esses confrontos, essas reações, essas emoções e com esses momentos em que conseguimos ser felizes...

2 comentários:

regiane ishii disse...

bonito...

Natasha disse...

ser feliz é a última coisa da lista, quando deveria ser pre-condição de todos os outros itens...

a emergência de crescer dá medo, não? acho que é porque perdemos a sensação de segurança, poder voltar atrás, esquecer, mudar, inverter.

cada vez mais direção.
cada vez mais medo.

saudades muitas.
sempre.